
Desço as escadas numa noite, nesta noite monótona ouço as janelas a fechar, nesta noite não há luz, não há pessoas, não há vida...
Posso ouvir vozes nesta noite sem estradas, o cenário muda nesta noite só minha...
Sentado espero, observando o céu, contando as estrelas...
Surge uma luz por trás de uma cruz, ouço alguém a chorar...
Uma pequena estrela dirige-se, desato a correr...
Caí no asfalto e no meio do nada encontrei uma rosa triste e isolada, os espinhos brotam-se em mim…
Do interior libertou-se me um grito alheio, assustei aquela luz que insistia em perseguir-me...
Estou atento à morte...
O meu olhar é eterno...
Marco Aurélio Vieira Mangas
"mAg!C"


