...mAg!C...


sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Atitudes


Muitas atitudes começam no fim, por razões estranhas…
É no fim que secamente falam do ardor da minha existência que se volta para si, de rosto dormente de tanto lacrimejar e pálido da sua ilusão e nocivo dos poucos dias que lhe restam… Conheço horríveis atitudes que me magoam, que me transtornam, atitudes repletas de flechas, dedos agudos e abertos que cegam os meus olhos e meu coração.
Atitudes que começam no fim do seu pensamento, preferia eu morrer na sua véspera, lentamente, sentindo um ardor no coração…
E assim, um pouco deste Homem morre, antes da sua última atitude, antes de se jogar de corpo e alma numa daquelas colinas íngremes…
Desta forma, padece um inútil Ser que, dizem ser semelhante a tantos outros, levando consigo um Amor verdadeiro e incondicional…

Marco Aurélio Vieira Mangas
“mAg!C”

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Lágrima


Nos dias em que me encontro com menos capacidade apenas me limito a observar os sorrisos dos outros, enquanto que, no meu rosto, vislumbra uma lágrima.
Mais um novo dia e acordo ao som de uma lágrima, dai-me coragem para olhar para ti...
Mais um pingo, uma lágrima, um rosto sincero, que chora e triste vai indo...
Limpo com subtileza a formosa lágrima que cintila no meu rosto, de repente surge uma voz soletrando:
“Não há lágrima num rosto que a brisa não seque”

Marco Aurélio Vieira Mangas
"mAg!C"

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Devaneios "mAg!C"


Imagino uma noite de amor,
Estar contigo, conseguir-te ver,
Acabar com esta imensa dor,
Sentimento que estremece o meu Ser...

Marco Aurélio Vieira Mangas
"mAg!C"




Estou deitado observando o nada,
Presenciando o tempo a passar,
Pensando em ti, minha amada,
Não tenho sono, quero-te imaginar
Já que não te psso tocar...

Marco Aurélio Vieira Mangas
"mAg!C"




Desculpa este coração,
Desculpa este meu sofrer,
Desculpa cada perdão,
Desculpa não te ver.
Desculpa este instante,
Desculpa eu estar triste,
Desculpa encontrar-me distante,
Desculpa o que sentiste.
Desculpa o meu olhar,
Desculpa esta dor,
Desculpa eu chorar,
Desculpa-me Amor!

Marco Aurélio Vieira Mangas
"mAg!C"




Dorme em paz o meu doce anjo eterno,
Sobre a saudade escrevo no caderno,
Realçando o meu grande amor,
Finalizando com esta linda palavra de dor:
AMO-TE!

Marco Aurélio Vieira Mangas
"mAg!C"




Amo-te só porque preciso de ti, porque te conheço, porque te sinto, porque te compreendo, porque quero estar contigo...

Marco Aurélio Vieira Mangas
"mAg!C"




Anjo meu, estás no descanso,
Eu aqui estou com saudade imensa,
Desculpa se, por vezes, não te alcanso
Queria sentir aqui a tua presença...

Marco Aurélio Vieira Mangas
"mAg!C"




Estou perdido, quero estar onde não estou,
Lembranças quebram a esperança, a memória...

Marco Aurélio Vieira Mangas
"mAg!C"




Estou exausto, daqui adiante nada mais te poderei dar, senão a mágoa da minha exaustão...

Marco Aurélio Vieira Mangas
"mAg!C"

Adeus


A hora de partida soa quando escurece
É verdade, chegou o momento da despedida,
A solidão voltou, após a tua partida,
São momentos que nem o tempo o esquece…

Ficou apenas as recordações que me deixaste,
Uma feição de tristeza expresso,
Apenas penso no teu regresso
“Obrigado por tudo e até à próxima” soletraste.

Esta imensa dor interna persiste,
Ficou um deserto só, árido e fundo
Pairo neste silêncio neste mundo,
Sofre muito esta minha alma triste

Aqueles que me amam dispersam-se como o vento,
Lágrimas soltam-se da minha alma…
Ajuda-me musa, necessito a tua calma,
Mas que cruel tormento…

Marco Aurélio Vieira Mangas
"mAg!C"

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

As chamas da ilusão enganosa


As chamas da ilusão enganosa... O mundo em que habitamos, está envolvido nas chamas do sofrimento que têm origem nos desejos enganosos.
As chamas da cobiça, do ódio, da estupidez, da fatuidade e do egoísmo que afectam o nosso coração e que são a causa fundamental do sofrimento.
A energia inerente aos impulsos mais destrutivos podem transformar-se na chama iluminada da sabedoria.

Marco Aurélio Vieira Mangas
“mAg!C”

domingo, 24 de dezembro de 2006

O Ser Humano


Nas torres de vidro,
Vagueiam almas,
Correm como formigas…
Não olham para trás,
Não esperam pelos que caíram
São seres sem humanidade neles…
Apressados vivem a vida num ápice,
Sentem o seu corpo cansado,
Mas não podem parar.
Foram muitos os que já tombaram,
Muitos os recordados por eles,
Mas já ficaram no passado
Porque agora olham em frente
Pois a "vida" tem de ser ganha...
Eu não quero ser como tais
Quero conquistar a vida, arrebata-la
Quero falar com cada pessoa
Deixar-lhe uma mensagem
Um calor que as recorde que vivi
Não quero ser apenas mais um a correr em direcção ao vento
Sem que seja em mim, gente.
Quero trazer um pouco de mim ao mundo
E deixa-lo marcado no profundo
Para que se lembrem que existi
Para que se lembrem de parar de olhar
De olhar e não ver,
De ouvir e não sentir,
De estar e não existir,
Para que parem de olhar para o rotulo da vida
E o rejeitem sem que a provem
Para que parem de dissimular aparências
E de olhar para elas
E sejam sinceras consigo mesmas,
Para que o mundo seja o mundo
Não apenas uma ilusão de um desejo profundo...

Marco Aurélio Vieira Mangas
“mAg!C”

A Luz...


Desço as escadas numa noite, nesta noite monótona ouço as janelas a fechar, nesta noite não há luz, não há pessoas, não há vida...Posso ouvir vozes nesta noite sem estradas, o cenário muda nesta noite só minha...Sentado espero, observando o céu, contando as estrelas...Surge uma luz por trás de uma cruz, ouço alguém a chorar...Uma pequena estrela dirige-se, desato a correr...Caí no asfalto e no meio do nada encontrei uma rosa triste e isolada, os espinhos brotam-se em mim…Do interior libertou-se me um grito alheio, assustei aquela luz que insistia em perseguir-me...Estou atento à morte... O meu olhar é eterno...

Marco Aurélio Vieira Mangas
“mAg!C”